Atletas como Lionel Messi, Cristiano Ronaldo e Luka Modric continuam em alto rendimento em competições internacionais, demonstrando que a idade não define o potencial produtivo. Especialistas apontam que esse fenômeno exige planejamento contínuo de saúde e carreira para profissionais de todos os setores.
Antonio Leitão, gerente do Instituto de Longevidade MAG, explica que avanços na medicina esportiva e na tecnologia estenderam o tempo de atividade dos jogadores. Segundo Leitão, a presença desses atletas veteranos ajuda a debater o etarismo, ou discriminação baseada na idade, na sociedade.
Marcos Ferreira, especialista em longevidade, afirma que a manutenção da capacidade produtiva deve ser vista como investimento. Ele aconselha que o trabalhador trate sua saúde física e cognitiva como ativo econômico, exigindo atualização profissional e planejamento de longo prazo.
Ferreira detalha que o planejamento para uma vida mais longa deve se apoiar em seis pilares: visão de futuro, organização financeira, autoconhecimento, relações pessoais, aprendizado contínuo e construção de marca pessoal. Ele também alerta que a previdência pública pode ser insuficiente, recomendando alternativas como investimentos e empreendedorismo.

