O Pacer US Cash Cows 100 ETF (COWZ), que seleciona empresas com alto fluxo de caixa livre, pode sofrer mudanças em sua carteira devido ao aumento dos gastos de capital (capex) em setores importantes. O fundo, que tem se saído bem, depende de uma variável que está se alterando, forçando a rotação de ativos.
O ETF COWZ seleciona cem nomes do Russell 1000 que geram maior fluxo de caixa livre em relação ao valor de mercado. A estratégia tem gerado resultados positivos, com 63% de retorno em cinco anos, apesar de ter um custo de despesa de 0,49%. O fluxo de caixa livre é calculado subtraindo o capex do fluxo de caixa operacional. Quando empresas de setores como Energia e Indústria aumentam os gastos para manter a produção, elas podem ser removidas do fundo no próximo rebalanceamento.
Exemplos mostram o risco. A ConocoPhillips elevou seu capex anual de US$ 5,3 bilhões em 2021 para US$ 12,1 bilhões em 2024, enquanto o fluxo de caixa operacional permaneceu estável, fazendo o fluxo de caixa livre implícito cair drasticamente. No setor farmacêutico, a Pfizer aumentou seu capex para US$ 3,9 bilhões em 2023. Além disso, em 2025, a empresa pagou US$ 9,77 bilhões em dividendos contra US$ 9,08 bilhões de fluxo de caixa livre, atingindo um índice de pagamento de cerca de 108%.
A análise indica que, se os gastos de energia permanecerem altos e os índices de pagamento farmacêutico ficarem acima de 100%, o sistema de triagem fará a rotação de nomes familiares. Dados do BEA confirmam a pressão, mostrando que os lucros do transporte caíram de US$ 125,2 bilhões no primeiro trimestre de 2024 para US$ 96,8 bilhões no quarto trimestre de 2025, mesmo com o crescimento total de lucros corporativos em 12% no primeiro trimestre de 2026.


