Automóveis chineses alcançaram o top dez de vendas na República Tcheca, impulsionados pela demanda por SUVs familiares. A mudança no mercado ocorreu após a crise da Covid-19, quando fabricantes europeus enfrentaram escassez de veículos.
A influência das vendas de carros chineses no mercado tcheco só aumentou após a crise da Covid-19, quando fabricantes europeus tiveram escassez de veículos. A marca MG, pertencente ao grupo SAIC Motor, utilizou o SUV MG ZS para ganhar popularidade, entrando entre os vinte carros mais vendidos. Essa ascensão abriu caminho para outras marcas chinesas, como Geely, BYD, Dongfeng e Chery.
As marcas Omoda e Jaecoo, do mesmo grupo, alcançaram o top dez de vendas nos últimos cinco meses, superando o Renault. O diretor comercial da Astana Motors Czech, Vít Junek, afirmou que o consumidor tcheco foca no custo-benefício, e não na origem da marca. Segundo ele, “o consumidor tcheco já não vê mais a disputa entre marca chinesa, europeia ou de outra origem; ele foca no que recebe por seu dinheiro, ou seja, na relação preço-desempenho”.
A acessibilidade de preço e o alto padrão de equipamentos são os principais atrativos dos veículos chineses. No ranking de carros asiáticos mais vendidos, o SUV familiar Jaecoo 7 lidera, ocupando a 16ª posição geral. Entre os híbridos plug-in, os modelos Jaecoo 7 e Omoda 9 são os mais vendidos, superando concorrentes como Hyundai, Ford e Škoda.

