O autor critica o namoro contemporâneo, que ele descreve como um estágio de transição perpétua e mercantilizado, e propõe a reabilitação do casamento como a única saída para a neurose social atual.
A modernidade transformou os relacionamentos em extensões do mercado de consumo, onde o indivíduo é rebaixado a mercadoria ou status em redes sociais. Os aplicativos de relacionamento reforçam a ideia de satisfação imediata, fazendo com que o namoro se torne uma condição e não um estágio. Sem compromisso de futuro, o relacionamento se torna um refúgio para quem evita a responsabilidade moral.
Em contrapartida, o autor defende o casamento como uma instituição trágica e redentora. Ele explica que o matrimônio exige que o indivíduo saia da autocomplacência, assumindo o compromisso de permanecer apesar das dificuldades. Segundo Pedro Henrique Alves, “o matrimônio não é a morte do amor, mas a sua passagem da infância para a maturidade”.
A família tradicional é vista como o tijolo fundamental da civilização. Celebrar o afeto sem uma estrutura de sustentação é considerado uma tolice romântica. A verdadeira contracultura, aponta o texto, é a promessa cumprida e a permanência, simbolizada pelo ato de pedir alguém em casamento.

