Autoridades de segurança afegãs dispersaram um protesto pelos direitos das mulheres na província ocidental de Herat, nesta terça-feira (9). O ato começou após a polícia da moralidade do Talibã deter mulheres acusadas de violar regras de vestuário obrigatórias. Testemunhas relataram uma morte, várias feridas e dezenas de prisões.
O porta-voz da polícia de Herat, Sayed Masoud Hosseini, disse que a manifestação na área de Jebrail gerou tensões e perturbou a ordem pública. Ele afirmou que o protesto ocorreu sob o pretexto de oposição ao hijab islâmico, que as autoridades descrevem como uma obrigação religiosa.
Em contrapartida, o chefe do Departamento de Promoção da Virtude e Prevenção do Vício de Herat, Azizur Rahman Al-Muhajir, declarou que as notícias sobre prisões por não cumprir o hijab eram falsas. Ele explicou que os inspetores apenas ofereceram orientação sobre o vestuário.
A Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão manifestou preocupação com os relatos de detenções no oeste do país. A missão exigiu que as autoridades do Talibã respeitem a liberdade de movimento e a igualdade perante a lei, enquanto o grupo governante afirma respeitar os direitos femininos conforme sua interpretação da lei islâmica.

