Autoridades do Congo investigam o sequestro de uma menina de seis anos, infectada por Ebola, que foi retirada de um hospital em Butembo por um grupo de homens armados. O incidente ocorre em uma província afetada pela epidemia, que já registrou 837 casos confirmados e 196 mortes, segundo as autoridades locais.
Um funcionário de saúde local, Lubambo Maboko Gaston, informou que a menina foi levada do hospital Wanamahika, localizado na província do Norte de Kivu. Gaston solicitou que a mãe e a filha retornassem ao centro de saúde, alertando que o quadro de saúde poderia piorar e que havia risco de contaminação de parentes.
A epidemia de Ebola se concentra na província de Ituri, no nordeste do Congo, onde mais de 90% dos casos são registrados. No entanto, o número real de infecções é considerado maior devido ao atraso no anúncio da crise. A doença se espalhou para as províncias de Norte e Sul de Kivu, e também para Uganda.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) destinou 3,9 milhões de dólares para o combate à epidemia. A situação é dificultada por conflitos armados na região leste do país. A OMS classificou a epidemia como a quarta maior do mundo, causada pela variante Bundibugyo, para a qual ainda não há vacina aprovada.

