A companhia aérea Azul intensifica cortes de capacidade em resposta ao aumento dos preços do combustível de aviação, um custo ligado ao conflito no Irã. O presidente-executivo afirmou que a empresa continuará reduzindo voos para proteger o caixa em um ambiente incerto.
O executivo declarou que as maiores empresas do setor estão reduzindo capacidade para se adequar à demanda frente aos custos mais altos. A Azul seguirá esse movimento, ampliando cortes anteriores conforme o conflito se prolonga. Segundo o presidente-executivo, os cortes iniciais foram feitos com a expectativa de que a guerra já teria terminado.
As reduções no segundo trimestre concentraram-se em rotas internacionais, com ajustes adicionais em frequências domésticas, sem retirar cidades inteiras. A companhia prioriza seus principais hubs em Campinas, Belo Horizonte e Recife, buscando otimizar o uso das aeronaves diante do aumento dos custos.
Apesar da situação, a Azul se encontra em posição mais forte para adaptação após reestruturação de dívida e saída do processo do Capítulo 11. A empresa espera que tarifas mais altas se sustentem no terceiro e quarto trimestres, apesar da sazonalidade fraca no segundo trimestre.
O querosene de aviação é um insumo sensível, representando cerca de 45% do custo operacional das companhias aéreas, conforme a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). Em junho, a Petrobras reduziu em 14,2% o preço médio de venda do querosene de aviação (QAV) para distribuidoras, o que representa uma diminuição de R$ 0,93 por litro.

