A companhia aérea Azul intensifica cortes de capacidade em meio ao aumento do preço do combustível de aviação, ligado à guerra no Irã. O presidente-executivo, John Rodgerson, afirmou que a empresa reduzirá voos para proteger o caixa em um ambiente incerto.
Rodgerson disse a veículos de comunicação que grandes empresas do setor reduzem capacidade para se alinhar à demanda diante de custos mais altos. A Azul seguirá esse exemplo, ampliando os cortes anteriores enquanto o conflito se estende. O executivo comentou que, nos cortes iniciais, a empresa esperava que a guerra já tivesse terminado.
As reduções no segundo trimestre concentraram-se em rotas internacionais, com ajustes adicionais em frequências domésticas, sem retirar cidades inteiras. A companhia prioriza seus principais hubs em Campinas, Belo Horizonte e Recife. Rodgerson explicou que a redução de frequências visa evitar o uso excessivo de aeronaves quando os preços do combustível dobram.
Apesar da situação, Rodgerson declarou que o balanço patrimonial da Azul, após reestruturação da dívida, a coloca em posição mais forte que alguns pares. A empresa espera que tarifas mais altas se sustentem no terceiro e quarto trimestres, apesar da sazonalidade fraca no segundo trimestre. O querosene de aviação representa cerca de 45% do custo operacional das companhias, segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear).


