O Banco Central elevou a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para 2% em 2026. A revisão, feita no Relatório de Política Monetária, considera o crescimento de 1,1% no primeiro trimestre de 2026 e a melhora nas perspectivas da agropecuária e da indústria extrativa.
A autarquia destacou que as estimativas para os três grandes setores da economia — agropecuária, indústria e serviços — foram elevadas, assim como a demanda interna e os investimentos empresariais. Segundo o Banco Central, a revisão reflete a expectativa de maior dinamismo da demanda interna, associada a estímulos fiscais e creditícios. Contudo, a trajetória mais alta das taxas de juros tende a mitigar esse impulso.
Em relação à política monetária, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic para 14,25% ao ano na última reunião, após um período em que a taxa esteve em 15% ao ano. Apesar dos cortes, o Banco Central pondera que o conflito no Oriente Médio eleva a incerteza sobre as projeções de crescimento.
Sobre a inflação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou em 4,72% acumulado em 12 meses em maio, ultrapassando o teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. O Banco Central informou que a probabilidade de a inflação estourar o limite de 4,5% em 2026 subiu para 79%.
A projeção para o saldo do crédito ofertado em 2026 foi mantida em 9%. O crédito livre teve expectativa de crescimento revisada para 7,8%, enquanto o crédito direcionado subiu para 10,7%, impulsionado por programas de apoio a micro e pequenas empresas.

