O Banco do Japão alertou nesta sexta-feira (19) que a inflação pode ultrapassar a meta de 2% estabelecida pela autoridade monetária. O banco central indicou que manterá o aperto na política monetária para controlar a pressão sobre os preços, apesar da inflação ter permanecido estável em maio.
O vice-presidente do Banco do Japão afirmou que há riscos de a inflação acelerar acima do objetivo, pois empresas repassam custos mais altos de matérias-primas aos consumidores. O governo da primeira-ministra Sanae Takaichi implementou subsídios para combustíveis e energia, medidas adotadas para proteger os consumidores do aumento de preços do petróleo decorrente do conflito no Oriente Médio.
Em maio, o avanço anual dos preços ao consumidor “núcleo” no Japão foi de 1,4%, conforme dados governamentais. O Banco do Japão elevou sua taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 1%, em terça-feira, marcando o maior patamar desde 1995.
Especialistas preveem que a inflação, excluindo alimentos frescos e energia, possa atingir cerca de 3,5% no primeiro semestre do próximo ano. O iene também sofreu pressão devido ao aumento dos preços do petróleo e à diferença entre as taxas de juros do Japão e dos Estados Unidos.

