O Banco Mundial revisou a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para 1,9% em 2026, antecipando uma desaceleração no consumo. A instituição também ajustou a previsão para 2027 para 2%, indicando que a atividade econômica deve retomar, mas em ritmo mais lento que o esperado.
O relatório divulgado pelo Banco Mundial nesta quinta-feira, 11, atualiza as previsões de crescimento global, reduzindo-as para 2,5% devido aos conflitos internacionais. A análise aponta que o choque do petróleo, decorrente da escalada no Oriente Médio, tem impacto limitado na América Latina, pois economias como o Brasil são exportadoras líquidas de commodities energéticas.
Apesar disso, o Banco Mundial destacou as pressões inflacionárias geradas pelo conflito, exigindo respostas de política econômica dos países. A previsão para a América Latina e Caribe foi revisada para 2,2% em 2026, refletindo riscos de desaceleração global, especialmente nos Estados Unidos e China.
A instituição afirmou que o crescimento na região permanecerá baixo sem reformas estruturais que aumentem a produtividade, os investimentos e a qualificação de capital humano. Além disso, restrições fiscais limitam a capacidade dos governos de estimular a atividade econômica.

