Bilhões de euros permanecem em contas esquecidas em instituições financeiras alemãs, enquanto o país foca em cortes orçamentários. Relatórios indicam que os valores podem chegar a 9 bilhões de euros, embora o Ministério da Educação e Pesquisa tenha estimado 4,2 bilhões de euros em 2021.
A ausência de uma definição oficial de contas abandonadas na Alemanha deixa a questão a cargo dos bancos. Estes instituições consideram inativas depósitos ou valores mobiliários sem contato do cliente por anos, ou após o falecimento do titular, sem localização de herdeiros. O processo é dificultado pelas rigorosas regras de proteção de dados do país.
Para localizar esses ativos, especialistas apontam a necessidade de um registro central de contas dormentes. Atualmente, herdeiros precisam consultar diversas associações bancárias, um processo que, segundo especialistas, é complexo e custoso. O governo federal alemão propôs um projeto de lei para criar um registro digital público, mas a regulamentação ainda não foi aprovada.
Em contraste, o Brasil utiliza o Sistema de Valores a Receber, permitindo a consulta de recursos esquecidos. Outros países possuem modelos distintos: no Reino Unido, os ativos são destinados a fundos sociais após 15 anos, enquanto na França, após 10 anos, os recursos se tornam propriedade do Estado francês.

