A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) determinou que a bandeira tarifária permanecerá amarela em julho, mantendo o acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. A decisão ocorre devido às condições típicas do período seco, que exigem o uso de termelétricas mais caras.
A continuidade da bandeira amarela, ativa desde abril, deve-se à redução dos níveis dos reservatórios das hidrelétricas e à necessidade de acionar usinas termelétricas, que possuem custo mais elevado, explicou a Aneel. O sistema de bandeiras tarifárias, implementado em 2015, visa reforçar a transparência e incentivar o uso consciente da energia.
Além disso, a Aneel aprovou, na quarta-feira (24), o reajuste no valor da conta de luz para o ciclo 2026/2027. O aumento médio será de 1,1% no Brasil, com vigência a partir de 1º de julho. O cálculo considera as Receitas Anuais Permitidas (RAP) das transmissoras.
Para o ciclo 2026/2027, as receitas de transmissão em operação comercial totalizam R$ 54,95 bilhões, um crescimento de 9,41% em relação ao período anterior. A receita total considerada no processo de Tarifas de Uso do Sistema de Transmissão (TUST) subiu de R$ 51,6 bilhões para R$ 56,5 bilhões, elevação de 9,3%.

