O banqueiro buscou reforços em sua equipe de defesa após a Procuradoria-Geral da República (PGR) rejeitar sua segunda proposta de delação premiada. O homem tenta retomar as negociações enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a prisão de seu pai e primo.
O banqueiro avalia que fechar um acordo de colaboração ainda é a melhor forma de deixar a prisão e se proteger das investigações. Contudo, interlocutores indicam que a credibilidade do homem está comprometida, pois as duas propostas de delação foram consideradas pelos investigadores como seletivas e omissas. Essa situação dificulta a reabertura das tratativas.
A entrada de um novo advogado pode sinalizar aos investigadores e ao ministro André Mendonça, relator do caso no STF, uma mudança de postura na colaboração. Este seria o terceiro profissional a negociar a delação do banqueiro. Ele já teve o apoio de José Luís de Oliveira Lima e Sérgio Leonardo.
Além da negociação da delação, o banqueiro também procura advogados para atuar em uma defesa tradicional, visando amenizar as condições de sua carceragem. A Polícia Federal (PF) solicitou a saída do homem da cela especial da Superintendência de Brasília, mas o ministro André Mendonça ainda não decidiu o estabelecimento prisional para o banqueiro.

