O Banco Central reforçou a defesa do Pix e intensificou o diálogo técnico com autoridades americanas após críticas dos Estados Unidos. O presidente do BC, Gabriel Galípolo, disse que o sistema brasileiro se consolidou como um dos mais avançados do mundo em pagamentos instantâneos.
A reação do Banco Central ocorreu após o governo americano apontar uma suposta vantagem competitiva do Pix, ligada ao papel do BC como regulador e operador. As críticas americanas também foram feitas em conjunto com uma proposta de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.
Galípolo explicou que a instituição dedicou equipes para apresentar detalhes sobre o funcionamento da ferramenta em resposta à investigação aberta pelos EUA. Ele afirmou que o pagamento instantâneo se tornou uma tendência internacional, citando que outros países buscam entender e adaptar o modelo brasileiro.
Durante a coletiva de apresentação do Relatório de Política Monetária do BC, Galípolo comentou que o movimento de evolução é natural, e que outros bancos centrais buscam seguir essa tendência. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também defendeu publicamente o Pix, afirmando que ele pertence ao Brasil, e manteve a defesa das negociações com os EUA.

