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Economia

BC vê crédito governamental como risco inflacionário

Carla Fernandes
Última atualização: 26 de junho de 2026 00:48
Carla Fernandes
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Tempo: 1 min.
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O Banco Central considerou, no Relatório de Política Monetária (RPM) do 2º trimestre, que as ações fiscais e de crédito anunciadas pelo governo representam um risco de alta para a inflação. A mudança no balanço de riscos do Copom indica maior chance de o IPCA superar a trajetória de referência.

O Comitê de Política Monetária (Copom) afirmou, em sua ata de junho, que o balanço de riscos para a inflação está assimétrico para cima. Essa avaliação inclui um quarto risco altista: estímulos à demanda agregada que causem crescimento econômico acima do produto potencial, enfraquecendo a transmissão da política monetária.

Com a análise, o BC elevou a estimativa de probabilidade de a inflação ficar acima do teto da meta, fixado em 4,5% para 2026, de 30% para 79%. A probabilidade de o IPCA ficar abaixo do piso de 1,5% foi reduzida a nula.

O presidente do BC, Gabriel Galípolo, negou qualquer influência eleitoral nas decisões do Copom. Ele declarou que os efeitos de qualquer alteração na taxa Selic só serão sentidos no futuro, e que qualquer alegação em contrário demonstra desconhecimento sobre o funcionamento da política monetária.

TAGGED:Banco CentralCopomInflaçãoIPCAPolítica monetáriarisco-fiscal
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