Jeff Bezos afirmou, durante a VivaTech em Paris, que a inteligência artificial criará escassez de mão de obra, e não a eliminará. O empresário discorda da visão de que a tecnologia tornará trabalhadores redundantes, argumentando que ela ampliará a produtividade e atenderá novas demandas econômicas.
Bezos explicou que a sociedade possui necessidades não atendidas. A IA, ao reduzir barreiras de custo e tempo, possibilitará a execução de mais projetos, o que, segundo a Fortune, aumentará a demanda por profissionais em diferentes setores. Ele comparou a IA a um amplificador de produtividade, e não a um substituto do trabalho humano.
Apesar do otimismo, o mercado apresenta visões divergentes. Pesquisa indica que metade dos americanos teme perder o emprego com a IA, e o Goldman Sachs estima que a automação já eliminou cerca de 16 mil vagas mensais nos EUA. No setor, especialistas citam disrupção, enquanto dados mostram mais de 115 mil demissões em tecnologia até maio de 2026.
O empresário também abordou a Prometheus, startup que atua na ‘economia física’ usando IA para otimizar produtos industriais. Bezos define a tecnologia como um ‘engenheiro geral artificial’, capaz de acelerar o design e a inovação em setores complexos.

