O BioParque do Rio iniciou o manejo da rã-de-seropédica, espécie criticamente ameaçada de extinção no Rio de Janeiro, em março de 2026. O trabalho ocorre no Laboratório de Herpetofauna Prof. Dr. Sergio Potsch e envolve protocolos inéditos de reprodução e acompanhamento sanitário.
A rã-de-seropédica (Physalaemus soaresi) é restrita à Floresta Nacional Mário Xavier, em Seropédica, na Baixada Fluminense. Antes de iniciar o manejo da espécie ameaçada, a equipe utilizou a rã-signifer como modelo para testar condições de temperatura, umidade e tratamento contra a quitridiomicose, doença que afeta anfíbios globalmente.
O projeto conta com orientação técnica da UFRJ e da Amphibian Ark, além de suporte financeiro do Grupo Cataratas. Marcos Traad, diretor técnico do Grupo Cataratas, declarou que o avanço para o manejo direto da espécie ameaçada é um passo importante para a conservação da biodiversidade brasileira. Ele afirmou que já há sinais positivos de adaptação dos indivíduos.
A rotina de monitoramento inclui contagem, inspeção visual e controle sanitário dos adultos, juvenis e girinos. Os próximos passos envolvem a reprodução da Physalaemus soaresi em ambiente controlado, visando formar uma população de segurança ex situ para futuras reintroduções na natureza.

