O Bitcoin atravessa uma semana de forte pressão e caminha para sua maior sequência de perdas desde agosto do ano passado. A criptomoeda operou próximo a US$ 61 mil, pressionada por tensões no Oriente Médio, liquidação de posições compradas e saídas recordes de ETFs nos Estados Unidos.
O movimento de baixa ocorre em um momento de descolamento entre o Bitcoin e as ações de tecnologia dos Estados Unidos. Enquanto índices como Nasdaq e S&P 500 seguem próximos de máximas históricas, a principal criptomoeda negocia nos menores níveis dos últimos quatro meses. Quase US$ 4 bilhões em posições compradas foram liquidados, e os ETFs de Bitcoin registraram retiradas superiores a US$ 4,4 bilhões, segundo dados de mercado.
O ativo acumulou perdas superiores a 27% em 2026, com mais de 13% apenas em junho. Analistas técnicos apontam que a região dos US$ 60 mil é o principal suporte técnico e psicológico do mercado. Caso esse nível seja perdido, o Bitcoin pode buscar suportes em US$ 52.550 e US$ 49.000.
Para iniciar uma recuperação consistente, será necessário superar as resistências em US$ 65.000 e US$ 70.466. O analista técnico Rodrigo Paz comentou que, enquanto não houver recuperação de níveis relevantes, o fluxo predominante continua sendo vendedor, mantendo o cenário predominantemente baixista.


