O Bitcoin negocia em torno de US$ 60 mil, cerca de 52% abaixo do máximo histórico de US$ 126 mil atingido em outubro de 2025. A queda recente, marcada por saídas de capital em ETFs, gera debate sobre se o mercado entrará em recuperação ou em nova fase de baixa em 2027.
A análise dos ciclos anteriores do Bitcoin mostra um padrão consistente: após picos, ocorrem correções longas. O pico de outubro de 2025 ocorreu aproximadamente 18 meses após o halving de abril de 2024, um momento que os ciclos passados indicavam como topo. Se esse padrão se repetir, 2026 seria o ano de baixa, e 2027 seria um período de estabilização e acumulação.
Contudo, a visão pessimista para 2027 depende de o Bitcoin não quebrar um novo máximo em 2026, o que alongaria a correção. Analistas projetam que o ativo opere entre US$ 100 mil e US$ 180 mil em 2026, com um possível alcance de US$ 170 mil a US$ 330 mil em 2027. A recuperação para o piso mínimo de 2026 exigiria um aumento de 65% a partir dos US$ 60 mil atuais.
Um fator que distingue este ciclo é a natureza dos compradores. O capital institucional, proveniente de fundos de pensão e tesourarias corporativas, substituiu o dinheiro especulativo anterior. Projeções, como a da Bernstein, consideram a adoção corporativa como um suporte contínuo, enquanto o halving de abril de 2028 sinaliza que a acumulação séria deve começar no segundo semestre de 2027.


