O Boi Garantido encerrou sua participação no 59º Festival Folclórico de Parintins no domingo, dia 28. O espetáculo final destacou a fé popular, as lendas amazônicas e a herança dos povos que formaram a identidade cultural da ilha.
Ao longo das três noites, o boi vermelho apresentou Parintins como um território de encantamento e ancestralidade. Na despedida da arena, a proposta foi reforçar a relação entre tradição, espiritualidade e memória dos povos da Amazônia. A abertura contou com a celebração temática “Parintins, Terra Encantada”, que retratou a ilha cercada por mistérios e narrativas transmitidas entre gerações.
O boi vermelho e branco apresentou uma alegoria sobre a lenda da grande Sucuri, considerada guardiã das águas e dos encantados. O espetáculo também valorizou as contribuições de diferentes povos indígenas ligados à formação cultural da região. Na sequência, foi apresentada a lenda amazônica “Templo do Sol”, inspirada na tradição Konduri, que narra a história de Kwaracy, o Sol em forma humana, e o respeito aos territórios amazônicos.
Outro momento da noite foi a homenagem ao “Festeiro de Santo”, que celebrou as manifestações de fé popular nas comunidades amazônicas. O quadro também prestou homenagem ao poeta Lindolfo Monteverde, criador do Boi Garantido. O encerramento ocorreu com o ritual indígena “A Travessia das Cinzas”, que retratou a jornada espiritual conduzida pelo pajé, inspirada nos costumes funerários da civilização Konduri.

