O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, declarou estado de emergência no sábado, 20 de junho de 2026. A medida visa mobilizar as Forças Armadas para desbloquear estradas interrompidas há 50 dias por manifestantes. O país enfrenta uma crise política e econômica agravada pelos bloqueios que afetam o abastecimento.
O comunicado oficial foi feito por meio de pronunciamento televisionado. Segundo o presidente, as paralisações deixaram de ser um protesto social e passaram a ser uma tentativa organizada de “desestabilizar a democracia boliviana”. Ele afirmou que a ação ajudará a proteger a população e garantir o fluxo de bens essenciais, embora tenha alertado para possíveis consequências legais das interrupções.
O ministro da Presidência, José Luis Lupo, justificou o decreto, dizendo que o objetivo é “proteger as famílias, garantir a livre circulação, combater a impunidade e restaurar a normalidade”. As autoridades bolivianas iniciaram a retirada dos bloqueios após a declaração presidencial.
A crise na Bolívia envolve manifestações de oposição contra medidas do governo. O governo reagiu prendendo organizadores dos protestos, acusando-os de crimes como terrorismo. Setores da oposição contestam as acusações, alegando motivação política.

