O valor somado de 305 companhias abertas na B3 encolheu R$ 778,1 bilhões em 50 dias, entre 14 de abril e 3 de junho de 2026. A queda reflete a desvalorização do Ibovespa, que recuou 14,26% no período, caindo de 198.657 pontos para 170.330 pontos.
A forte correção do índice provocou a redução do valor de mercado do grupo analisado, que passou de R$ 5,548 trilhões para R$ 4,770 trilhões. Segundo o mapeamento da consultoria Elos Ayta, 271 das empresas avaliadas fecharam o período no vermelho, enquanto apenas 34 registraram avanços.
Na sexta-feira (5), o Ibovespa caiu 0,72% para 169.108 pontos, em reação a dados de emprego dos Estados Unidos. A queda ocorre após investidores globais realizarem lucros na esteira da valorização que levou o índice ao recorde em abril. A retirada líquida de estrangeiros em maio foi a maior desde 2022.
Entre os destaques positivos, a Bradsaúde (SAUD3) cresceu R$ 28,66 bilhões, resultado das mudanças estruturais do Bradesco (BBDC4) na vertical de saúde. Excluindo essa mudança societária, as maiores altas ficaram concentradas em empresas siderúrgicas, como Gerdau (GGBR4) e Usiminas (USIM5).
A Petrobras (PETR4) liderou as perdas, com um tombo de R$ 85 bilhões em seu valor de mercado. O setor financeiro também sofreu pressão, com o Itaú Unibanco (ITUB4) perdendo R$ 78,6 bilhões, segundo o levantamento.


