Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência, defendeu a deputada federal Erika Hilton em meio à crise interna do PSOL sobre a distribuição do fundo eleitoral. Hilton acusou a direção nacional da sigla de rasgar acordos, alegando que o cenário inviabiliza sua campanha à reeleição na Câmara Federal.
Boulos declarou que a deputada Hilton tem razão ao cobrar valorização para candidaturas de puxadores de voto, reforçando a importância do cumprimento de acordos políticos. O ministro afirmou que “acordo se cumpre”, alertando que o descumprimento de pactos leva a problemas políticos.
O PSOL anunciou a previsão de R$ 2,3 milhões do fundo eleitoral para a reeleição de Hilton, valor superior aos R$ 2,2 milhões destinados a outros deputados que buscam novos mandatos. A parlamentar sustentou que precisa de logística e segurança para percorrer São Paulo, alegando riscos que a burocracia do partido ignora.
A direção nacional do PSOL defende que o repasse superior já é uma deferência, citando que, em 2022, o puxador de votos Guilherme Boulos recebeu menos que candidatos em reeleição. Fontes ligadas à cúpula do partido indicam que Hilton esperava o teto autorizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de R$ 3,1 milhões, com prazo para decisão em 20 de julho.

