A BP enfrenta questionamentos de investidores sobre a estrutura de governança após ter trocado três CEOs e três presidentes do conselho em menos de três anos. A instabilidade ocorre enquanto a empresa tenta recuperar o desempenho e se adaptar ao choque de oferta no mercado global de energia.
A saída repentina do presidente do conselho, Albert Manifold, em maio, gerou preocupações. O conselho da companhia justificou a demissão com base em “sérias preocupações” relativas a padrões de governança, supervisão e conduta. Manifold contestou a caracterização, afirmando ter sido demitido “sem aviso prévio e sem explicação”.
Acionistas ativistas criticam a sucessão, apontando que o processo de indicação parece disfuncional. Um deles declarou que a empresa precisa apresentar “uma avaliação clara e honesta” sobre a nomeação de Manifold, questionando a capacidade do conselho de desafiar a atual estratégia da CEO Meg O’Neill.
A CEO O’Neill busca simplificar a estrutura, voltando ao modelo dividido entre os segmentos upstream e downstream, o que reduz o foco em energias renováveis e reforça o negócio principal de petróleo e gás. Apesar das mudanças de pessoal, gestores de portfólio afirmam que os avanços estratégicos da BP têm maior impacto do que as trocas de executivos.

