A seleção brasileira alterou sua estratégia tática na reta final da Copa do Mundo, passando de um esquema fixo com quatro atacantes para uma formação com três meio-campistas. A mudança ocorreu após a equipe enfrentar limitações estruturais e buscar maior controle no meio-campo.
Inicialmente, o técnico Carlo Ancelotti manteve um modelo tático rígido, baseado em quatro defensores, dois meio-campistas e quatro atacantes. Essa estrutura permaneceu durante o ciclo, baseada na crença de que o Brasil possuía um diferencial técnico na produção de atacantes, enquanto apresentava carência nas laterais. A escolha inicial foi fortemente influenciada por membros da CBF.
O modelo começou a mostrar limitações com as lesões de jogadores como Militão, Rodrygo e Estêvão. Apesar disso, o técnico insistiu na configuração anterior até que o desempenho mudasse ao testar a atuação com três meio-campistas na etapa final. Essa adaptação foi aceita após um teste contra o Egito.
A transformação se consolidou com a convocação de Ederson, que reforçou o setor de meio-campo, que havia sido secundário no planejamento inicial. O técnico afirmou que o foco da equipe é o resultado, declarando: “O nosso objetivo não é jogar bem, é ganhar. O técnico só é julgado se ele ganha ou não.”

