O Brasil caiu sete posições no Ranking Mundial de Competitividade 2026 e alcançou a 65ª colocação entre 70 economias avaliadas. O resultado representa a pior marca recente do país no levantamento, realizado pelo IMD World Competitiveness Center (WCC) em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC).
O estudo, que avalia a capacidade das economias de sustentar um ambiente favorável ao desempenho de empresas, utiliza 341 indicadores que combinam dados estatísticos internacionais com a percepção de executivos. A nova colocação supera os pisos anteriores de 62º, registrado em 2024, e de 61º, em 2017.
A deterioração ocorreu em todas as dimensões avaliadas, distribuídas nos quatro pilares: desempenho econômico, eficiência governamental, eficiência empresarial e infraestrutura. A maior queda foi na eficiência dos negócios, que perdeu 11 posições, enquanto o desempenho econômico recuou seis colocações, mantendo-se como o melhor pilar brasileiro, na 36ª posição.
Entre os pontos mais críticos, o Brasil aparece na última posição global em indicadores como custo de capital, educação básica, endividamento corporativo e produtividade da força de trabalho. Singapura assumiu a liderança do ranking, impulsionada pelo ambiente favorável aos negócios e pela solidez institucional.

