O Brasil deve estabelecer o Centro Brasileiro de Emergências em Saúde Pública (Cbesp) até o final deste ano. A iniciativa busca fortalecer a capacidade do país em lidar com futuras epidemias, surtos e emergências sanitárias e climáticas, integrando esforços federais, estaduais e municipais.
A proposta, idealizada pelo Instituto Todos pela Saúde (ITpS), prevê que a governança do centro fique sob responsabilidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O Cbesp funcionará em lógica de rede, colaborando estreitamente com o Ministério da Saúde, secretarias estaduais e municipais, além de universidades e instituições de pesquisa. Um aspecto central é a intersetorialidade, promovendo articulação entre saúde, meio ambiente, agricultura, ciência e tecnologia.
Gerson Penna, diretor-presidente do ITpS, afirmou que o centro deve ser uma política de Estado, e não de governo, para evitar vulnerabilidades políticas. Ele explicou que a estrutura visa fornecer uma perspectiva nacional unificada, baseada em evidências científicas, para evitar erros observados durante a pandemia de covid-19.
Entre as funções do Cbesp, estão o monitoramento de riscos e a implementação da Política Nacional de Emergências de Saúde Pública (Pnesp). O ex-ministro da Saúde José Gomes Temporão comentou que a organização específica trará uma solução mais ágil. A expectativa do Ministério da Saúde é que o centro seja instituído ainda neste ano.

