O Brasil deve criar um centro nacional para o enfrentamento de emergências em saúde pública até o final deste ano. A iniciativa, apelidada de Cbesp, busca tornar o país mais preparado para lidar com futuras epidemias, surtos e crises sanitárias e climáticas.
A proposta, idealizada pelo Instituto Todos pela Saúde (ITpS), prevê que a governança do centro fique sob responsabilidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). As verbas de funcionamento viriam do Orçamento Geral da União, complementadas por convênios internacionais e receitas próprias. O centro deve operar em lógica de rede, colaborando com o Ministério da Saúde, secretarias estaduais e municipais, universidades e instituições de pesquisa.
Gerson Penna, diretor-presidente do ITpS, explicou que a inovação do centro será a intersetorialidade, promovendo colaboração entre saúde, meio ambiente, agricultura e ciência. Penna afirmou que a estrutura deve ser uma política de Estado, e não de governo, para evitar vulnerabilidades políticas vistas durante a pandemia de covid-19.
O centro terá como funções monitorar riscos e implementar a Política Nacional de Emergências de Saúde Pública (Pnesp). Penna destacou que o órgão atuará em um cenário global complexo, enfrentando ameaças como dengue, mpox e emergências climáticas simultaneamente, como ocorreu em 2024.

