A relação entre Brasil e Israel, construída sobre o histórico de acolhimento de imigrantes e compromissos diplomáticos, enfrenta desafios do antissemitismo e da polarização global. O diálogo entre os países deve ser mantido como diretriz de Estado, e não apenas como reflexo de governos passageiros.
O continente sul-americano recebeu ondas de imigrantes judeus entre os séculos XIX e XX, que fugiram de perseguições na Europa. Países como Brasil, Argentina e Uruguai ofereceram refúgio, sustentando laços sólidos com Israel. O país israelense consolidou-se como potência em inovação, com 14 Prêmios Nobel e avanços em medicina, como a PillCam, e tecnologia, como o Waze.
O Brasil teve papel histórico na fundação de Israel. Em 1947, o diplomata brasileiro Oswaldo Aranha presidiu a sessão da ONU que aprovou o plano de partilha da Palestina. A representação diplomática plena entre as nações não foi interrompida entre 1950 e 2024, sinalizando estabilidade institucional.
A cooperação gera ganhos em ciência, tecnologia, agricultura e defesa. A imprensa aponta que enfraquecer essa relação implica perda de oportunidades econômicas. Além disso, a reintegração do Brasil à Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA) é vista como medida urgente para combater o antissemitismo.

