O governo brasileiro enviou um quarto voo humanitário para a Venezuela para apoiar as operações de resposta aos terremotos que atingiram o país. A missão conta com bombeiros militares de São Paulo e Minas Gerais, com previsão de atuação de até 30 dias no território venezuelano.
A tenente porta-voz do Corpo de Bombeiros de São Paulo detalhou o funcionamento da operação. A segunda força-tarefa embarcou 16 bombeiros militares de São Paulo, um militar da Defesa Civil Estadual de São Paulo e um contingente de Minas Gerais. As equipes brasileiras viajam com estrutura completamente autossuficiente, levando equipamentos de proteção, alimentação e materiais de salvamento, como malhos e serra sabre.
A busca por sobreviventes foca em “bolsões de vida”, espaços nos escombros onde pessoas podem sobreviver por dias. Ao encontrar vítimas, a equipe realiza a extração imediata e o atendimento pré-hospitalar (APH) no local. Os profissionais utilizam extrema cautela ao acessar estruturas desabadas, movendo-se lentamente e buscando quatro apoios.
Para localizar pessoas, os bombeiros fazem silêncio e usam apitos e lanternas, orientando as vítimas a emitir qualquer sinal sonoro. A capacidade operacional das equipes brasileiras na Venezuela é de um mês ininterrupto, conforme garantiu a porta-voz.

