O Brasil apresenta uma “quantidade monstruosa” de oportunidades para investidores estrangeiros com estratégia de médio e longo prazo, afirmou Eduardo Farhat, head Brasil e América Latina do La Caisse. O fundo, que administra recursos de 48 instituições no Canadá, busca investimentos com horizonte de 20 a 50 anos no país.
Farhat detalhou que o La Caisse já possui participações em linhas de transmissão, transporte de gás, logística, armazéns e shopping centers no Brasil. Na América Latina, o fundo também tem posições em setores como portos e energias renováveis no Chile. Segundo o executivo, uma vantagem do país é a capacidade de oferecer “diversificação dentro da diversificação”, visto que a economia brasileira possui baixa correlação com as economias dos Estados Unidos e Canadá.
O La Caisse investe no Brasil há cerca de 20 anos e abriu escritório físico em 2019. Embora o Brasil represente cerca de 2% do portfólio global do fundo, a fatia em infraestrutura atinge 8%. Farhat destacou a tradição regulatória brasileira, citando que a regulação de transmissão de energia, em vigor há 25 anos, atraiu entre R$ 10 bilhões e R$ 15 bilhões anuais em novos investimentos.
O gestor diferenciou o capital institucional de longo prazo do chamado “hot money”, afirmando que países como o Brasil precisam atrair recursos com previsibilidade regulatória e estabilidade macroeconômica. Ele comentou que o maior risco reside em investidores que compram na alta e vendem na baixa, reforçando que o Brasil favorece quem adota uma estratégia de longo prazo.

