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Leitura: Brasil repete erros ao apostar no gasto público
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Economia

Brasil repete erros ao apostar no gasto público

Carla Fernandes
Última atualização: 20 de junho de 2026 23:24
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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O Brasil demonstra amnésia coletiva ao insistir na crença de que o gasto público, por si só, gera prosperidade, ignorando lições históricas sobre produtividade e responsabilidade fiscal. Esse padrão se repete desde a crise financeira inicial da República até o desenvolvimentismo de décadas passadas.

A ilusão de que o Estado deve ser o principal motor do crescimento econômico foi vista na crise financeira dos primeiros anos da República. Na época, o ministro da Fazenda Rui Barbosa estimulou a expansão do crédito e a emissão de moeda para acelerar a industrialização. O resultado foi especulação desenfreada, inflação, empresas fictícias e o colapso da Bolsa do Rio de Janeiro, um exemplo dos riscos de substituir riqueza real por expansão artificial da moeda.

Décadas depois, o desenvolvimentismo do governo Juscelino Kubitschek promoveu grandes obras, como Brasília. Contudo, essa visão foi financiada com desequilíbrios fiscais e inflação crescente, cujos efeitos contribuíram para a instabilidade que culminou na ruptura institucional de 1964. Intelectuais da época analisaram o período como uma sucessão de devaneios econômicos.

A história recomenda prudência contra a tentação de criar prosperidade por decreto ou financiá-la com endividamento. Quando o voluntarismo político substitui a responsabilidade fiscal e a eficiência econômica, os resultados são previsíveis: inflação, perda de confiança e empobrecimento da sociedade. Os custos desses equívocos são pagos pelos contribuintes.

TAGGED:desenvolvimentismoEconomia Brasileiragastos públicoshistoricaInflaçãoresponsabilidade-fiscal
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