Fotógrafos especializados, conhecidos como caçadores de geada, enfrentam o frio extremo na Serra Catarinense, em Santa Catarina, para registrar a formação de gelo. O fenômeno, que ocorre com temperaturas abaixo de zero, transforma a paisagem da região, atraindo turistas e a atenção da imprensa.
Na Serra Catarinense, o dia dos caçadores de geada começa antes do amanhecer. Um dos profissionais monitora os pontos mais frios da região a partir das cinco horas da manhã para identificar onde a formação de gelo será mais intensa. Essa rotina se repete mais de 140 vezes por ano, exigindo que os trabalhadores enfrentem o rigor do inverno.
A geada se forma quando há temperaturas abaixo de zero, céu limpo e ausência de vento. Nesse cenário, o vapor de água presente no ar entra em contato com a vegetação e congela, formando cristais de gelo em campos e plantações. Um dos fotógrafos, que ficou conhecido por congelar camisetas para produzir registros, afirmou que suas imagens foram exibidas em veículos de comunicação nacionais e internacionais.
A paixão pelo registro do frio tem raízes antigas na região. Outro morador, produtor de maçãs de Bom Jardim da Serra, iniciou o registro das paisagens congeladas após notar que apenas São Joaquim era citado em reportagens sobre o tema. Ele relata ter tido dificuldades físicas, como perda de sensibilidade das mãos, em busca dos melhores cenários.

