O calor do verão impõe estresse ao organismo, exigindo que o corpo se resfrie e perca líquidos, o que pode afetar a pressão arterial e a frequência cardíaca. Um cardiologista alertou sobre mitos comuns que levam à subestimação dos riscos cardiovasculares durante o período quente.
O corpo precisa se resfriar sob altas temperaturas, o que provoca dilatação dos vasos, aumento da transpiração e perda de líquidos. Essa combinação pode influenciar a pressão arterial, a frequência cardíaca e a carga total do coração. Pessoas idosas, com histórico de hipertensão, doenças cardíacas ou que fazem uso de medicamentos para pressão e diurese devem ter maior cautela.
O especialista explicou que arritmias não precisam se manifestar com palpitações fortes. Elas podem ocorrer de forma silenciosa, apresentando sintomas como cansaço, fraqueza, falta de ar ou tontura. Por isso, ele recomendou monitoramento cardíaco de longo prazo, visto que algumas alterações são breves e não são detectadas em exames de rotina.
Entre os mitos desmentidos, está a ideia de que beber mais água resolve tudo. O cardiologista afirmou que, além da hidratação, é preciso evitar sobrecarga ao corpo, limitar o consumo de álcool e praticar exercícios em horários mais amenos. Ele aconselhou que, em casos de sintomas novos ou recorrentes, a consulta médica é necessária.

