O calor extremo, impulsionado pelas mudanças climáticas, pode comprometer o desempenho das seleções na Copa do Mundo de 2026. Um estudo da Climate Central alerta que 97 das 104 partidas programadas para o torneio, que ocorrerá nos Estados Unidos, México e Canadá, estão sob risco de altas temperaturas.
A preocupação dos especialistas foca no limite térmico de 28ºC, patamar que, segundo levantamentos, altera o desempenho físico dos atletas de futebol. Acima dessa temperatura, os jogadores percorrem distâncias menores e perdem o ritmo explosivo necessário para jogadas decisivas. A fadiga térmica pode forçar mudanças táticas nas equipes, prejudicando mais aquelas que dependem de velocidade e pressão constante.
O estudo detalha confrontos de alto risco. Por exemplo, a partida entre Alemanha e Curaçao, em Houston, no dia 14 de junho, apresenta 96% de possibilidade de calor prejudicial. Outro jogo crítico é o da grande final, em Nova Jersey, em 19 de julho, onde a chance de calor que altera as condições físicas é de 47%, quase o dobro do risco histórico.
Em termos de segurança, o sindicato global de jogadores (FIFPRO) recomenda adiar jogos quando o índice de calor úmido (WBGT) atingir 28°C. Contudo, a FIFA adota um critério diferente, avaliando a interrupção somente quando a influência atingir 32°C WBGT. Das 16 cidades-sedes, apenas três possuem estádios totalmente climatizados.


