O Canal do Panamá espera registrar receita superior à projeção de US$ 5,2 bilhões no ano fiscal de 2026. O aumento se deve ao maior fluxo de embarcações na hidrovia, que liga o Mar do Caribe ao Oceano Pacífico, após o fechamento do Estreito de Ormuz.
Ilya Espino de Marotta, futura diretora da Autoridade do Canal do Panamá, afirmou que a receita do ano fiscal encerrado em 30 de setembro ficará “um pouco acima” da estimativa inicial. O crescimento é resultado do aumento do tráfego e dos valores arrecadados em leilões de prioridade de travessia. Em abril, um navio pagou US$ 4 milhões adicionais para garantir passagem.
O fluxo de navios-tanque de gás natural liquefeito (GNL) cresceu, pois compradores do Japão, China e Coreia do Sul buscaram fornecedores dos Estados Unidos, substituindo produtores do Oriente Médio afetados pela guerra no Irã. A futura diretora disse que, no auge do fechamento do Estreito de Ormuz, o canal operou com 40 a 41 embarcações diárias, acima da média habitual de 34 a 35.
Espino de Marotta, que participou da supervisão da ampliação da hidrovia inaugurada em 2016, assumirá o comando em setembro. Ela supervisionará projetos de grande porte, incluindo uma nova barragem, reservatório, dois portos e um gasoduto, com investimentos totais estimados em cerca de US$ 8,5 bilhões. A meta é concluir todos os projetos até 2032.

