Flávio Bolsonaro busca conciliar o apelo à base bolsonarista mais ideológica com o eleitorado moderado em sua pré-campanha. O desafio, segundo fontes próximas, é sinalizar para os mais radicais sem alienar o eleitorado independente, que é foco estratégico da disputa.
A equipe de Flávio Bolsonaro prioriza um tom pragmático e profissional para a campanha, visando a vitória eleitoral. Dois eventos recentes ilustraram essa tentativa de sinalização à base ideológica. O primeiro foi a antecipação do plano de governo para segurança pública, com a participação do senador Sergio Moro. O segundo foi a divulgação de um vídeo gerado por inteligência artificial nas redes oficiais do candidato, mostrando-o e Jair Bolsonaro em um helicóptero atacando embarcações ligadas ao PCC e ao Comando Vermelho.
Internamente, o vídeo gerou controvérsia. Uma ala da campanha considerou o conteúdo prejudicial à imagem moderada do candidato, sugerindo que a divulgação deveria ocorrer por aliados ou influenciadores bolsonaristas. Contudo, outra ala avaliou que o material cumpriu o papel de sinalização para o eleitorado mais radicalizado.
O ambiente da pré-campanha também registra otimismo devido a investigações sobre supostas ligações entre o senador Jaques Wagner e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Flávio Bolsonaro declarou que não houve ação política de sua família em benefício de Vorcaro, afirmando: “Meu pai não era mais presidente da República, eu era senador, o Eduardo Bolsonaro era deputado. A gente não tem uma emenda master, a gente não se meteu em nada disso”.

