Um candidato de esquerda, Roberto Sánchez, liderou manifestação em Lima, no sábado, 27, para contestar o resultado do segundo turno das eleições presidenciais do Peru. A apuração oficial aponta a vitória de Keiko Fujimori, com 50,13% dos votos válidos, contra 49,86% de Sánchez, segundo a Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE).
Sánchez exigiu transparência no processo eleitoral durante o ato, afirmando que o partido buscará apoio de instâncias internacionais para contestar o resultado. O candidato alegou, sem apresentar provas, que houve fraude nos votos registrados por peruanos no exterior. A manifestação foi convocada pelo partido Juntos pelo Peru sob o lema “defesa do voto popular”.
A ONPE considerou a diferença de pouco mais de 49 mil votos entre os candidatos como irreversível. Este foi o segundo protesto organizado pelo partido desde a divulgação dos resultados preliminares, realizado em 7 de junho. Sánchez declarou que não reconhecerá um eventual governo de Keiko Fujimori.
O Peru enfrenta instabilidade política desde 2016, período em que oito presidentes estiveram no comando do país. O vencedor da eleição assumirá a Presidência em 28 de julho, substituindo o presidente interino José María Balcázar, para um mandato de cinco anos.

