Um candidato de esquerda liderou uma manifestação em Lima, no Peru, na noite de sexta-feira, 19 de junho de 2026, para contestar a apuração dos votos presidenciais. A candidata de direita mantém uma vantagem estreita na contagem, segundo a Oficina Nacional de Processos Eleitorais (Onpe).
O candidato de esquerda afirmou que autoridades tentaram impedir o protesto, alegando que a manifestação era ilegal. Ele declarou que as autoridades negam o direito de protestar e alegam ilegalidade por meio de um documento, o que ele considerou um desvio do padrão democrático.
O partido do candidato questiona o processamento de votos de peruanos no exterior e alega irregularidades, como mudanças de procedimentos durante a eleição. As autoridades eleitorais negaram que tenha ocorrido quebra da cadeia de custódia das atas.
Até as 20h deste sábado, 20 de junho, a candidata de direita detinha 50,112% dos votos, contra 49,888% do candidato de esquerda, uma diferença de 41.133 votos. A candidata de direita obteve maior votação entre os peruanos no exterior, enquanto o candidato de esquerda liderou os votos registrados no país.
O candidato de esquerda anunciou que recorrerá à Justiça para tentar anular o processo eleitoral e disse que não reconhecerá uma eventual derrota. Missões de observação da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da União Europeia afirmaram que a votação ocorreu de forma regular.

