A candidata Keiko Fujimori e o candidato Roberto Sánchez encerraram suas campanhas na quinta-feira, 4 de junho de 2026, para o segundo turno das eleições presidenciais no Peru. O pleito ocorre em um contexto de alta criminalidade e instabilidade política, com os dois concorrentes focando na segurança pública.
Fujimori, administradora de empresas de 51 anos, pediu aos peruanos que votassem para “evitar o caos e o retrocesso”. Ela prometeu uma política firme contra a insegurança, citando o aumento de 20% nas denúncias de extorsão em 2025. Segundo dados oficiais, Lima registrou 23 homicídios por 100 mil habitantes em 2025, um índice três vezes maior que cinco anos antes.
Sánchez, que se apresenta como voz dos eleitores rurais, acusou elites e o Parlamento de causarem a instabilidade. Ele declarou que proporia a pena de morte para corruptos. A última pesquisa, feita há cinco dias, mostrou os dois candidatos praticamente empatados, com um quinto do eleitorado indeciso.
Durante os comícios, os apoiadores de Fujimori mencionaram a estabilização econômica feita por seu pai, enquanto os detratores citaram condenações por corrupção. Sánchez, por sua vez, criticou o período anterior, afirmando que os últimos anos foram caóticos.


