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Política

Candidaturas femininas crescem, mas representação no Legislativo segue baixa

Carla Fernandes
Última atualização: 21 de junho de 2026 10:22
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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O número de mulheres que disputam vagas na Câmara dos Deputados aumentou quase dez vezes entre 1998 e 2022. O total de candidatas saltou de 358 em 1998 para 3.668 em 2022. Contudo, a ocupação de cadeiras no Legislativo não avançou na mesma proporção, segundo dados do INCT-ReDem.

Em 2022, as mulheres obtiveram 17,5% das cadeiras da Câmara dos Deputados e 17,8% das vagas nas assembleias estaduais. Esses percentuais são os maiores da série histórica analisada, mas permanecem abaixo de um quinto da representação parlamentar total. O padrão de baixa representação é semelhante nas assembleias legislativas estaduais, onde os dois níveis convergem para cerca de 18% de participação feminina.

Pesquisadores explicam parte desse crescimento das candidaturas pela Lei das Cotas de Gênero e pela Minirreforma Eleitoral. No entanto, o cientista político Nilton Sainz, pesquisador da UFPR, afirmou que a legislação não assegurou condições de competição iguais. Ele disse que os principais obstáculos estão nos mecanismos de poder dos partidos políticos.

Sainz comentou que o controle partidário dos recursos gera acesso desigual ao financiamento de campanha. Ele explicou que as mulheres recebem menos recursos, sendo que os valores são mais direcionados a materiais de campanha, enquanto os homens recebem mais em dinheiro. Além disso, ele citou a exclusão sistemática feminina nos cargos de decisão partidária e o uso de candidaturas ‘laranjas’ para cumprir cotas obrigatórias.

TAGGED:camara-deputadoscotas-de-generoEleiçõesLegislativoMulheresrepresentacao-feminina
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