O uso de medicamentos à base de análogos de GLP-1, conhecidos como canetas emagrecedoras, gera um efeito colateral observado em consultórios: a flacidez facial. Especialistas explicam que a perda acelerada de gordura corporal compromete os pilares de sustentação do rosto, exigindo tratamentos complementares.
A perda volumétrica rápida afeta a estrutura facial, pois os ‘coxins’ de gordura profunda, que sustentam a face, diminuem. Além disso, o processo intenso de emagrecimento pode comprometer a qualidade das fibras de colágeno e elastina, resultando em tecido com aspecto murcho e menos elástico, segundo dermatologistas.
Para combater a flacidez, a abordagem clínica combina tecnologias como o dispositivo Atria II, que utiliza ultrassom microfocado, radiofrequência e campo eletromagnético para estimular a formação de colágeno. Este procedimento pode ser associado a toxina botulínica e bioestimuladores.
Os dermocosméticos atuam de forma complementar, funcionando como um ‘fertilizante’ para a derme superficial, enquanto substâncias como Sculptra ou Radiesse são as ‘sementes’ que estimulam o colágeno mais profundamente. A fotoproteção diária também é recomendada, pois a radiação ultravioleta acelera a degradação do colágeno.

