Uma grande serpente caninana (Spilotes pullatus) foi vista rastejando no telhado do VIVA Instituto Verde Azul, em Ilhabela, São Paulo. A aparição da espécie, comum em biomas brasileiros, chamou a atenção de biólogos que analisaram seu comportamento e papel ecológico na região.
A observação ocorreu enquanto a equipe do instituto, que promove a conservação de cetáceos, monitorava aves. Segundo a bióloga Hew Barreto, a serpente foi vista no telhado antes de subir em um ipê. Ela relatou que a diversidade de aves na sede é grande, com mais de 120 espécies já registradas.
O herpetólogo Willianilson Pessoa explicou que a caninana é não peçonhenta e possui adaptações para a vida em árvores, como cauda preênsil. A espécie pode atingir 2,5 metros de comprimento, sendo as fêmeas maiores que os machos. O animal realiza controle populacional de roedores e aves.
A serpente utiliza estratégias de defesa para parecer ameaçadora, como vibrar a cauda ou inflar o pescoço. Embora possa ser encontrada em telhados e áreas urbanas, seu comportamento é predominantemente diurno, segundo o especialista.


