A pesquisa iCapH 2026, realizada em maio de 2026 com 616 moradores de São Paulo, registrou alta de 12% no Índice do Capitalismo Humanista, que subiu de 4.517 para 5.041 pontos. Contudo, a cidade permanece na zona “Regular” pela oitava vez consecutiva, sem atingir o limiar de 6.000 pontos para o patamar “Razoável”.
O índice, considerado instrumento orientador de políticas públicas municipal, avalia doze fatores baseados nos princípios econômicos da Constituição Federal. Embora todos os fatores tenham melhorado em relação a 2025, a narrativa dos números indica estagnação. A “Busca do Pleno Emprego” foi o único fator em zona “Razoável”, alcançando 528 pontos, enquanto a “Redução das Desigualdades Regionais e Sociais” obteve 288 pontos, o pior resultado entre os critérios, classificado como “Ruim”.
A análise também revelou um sinal de alerta sobre a confiança institucional. De acordo com o relatório, 70,4% dos entrevistados não confiam no governo para a conquista do bem-estar econômico. Empresas e empresários foram avaliados com apenas 33,4% de confiança, indicando uma crise de legitimidade nos pilares econômicos da cidade.
O relatório conclui que, apesar da recuperação conjuntural de 2026, São Paulo não realizou a promessa do capitalismo humanista. O índice atual coloca a cidade no mesmo patamar de quatro anos atrás, caracterizando estagnação em vez de crise.

