A Casa Branca defendeu nesta terça-feira (9) a decisão dos Estados Unidos de não conceder vistos a um árbitro somali e a parte da delegação da seleção iraniana para a Copa do Mundo de 2026. O chefe da Força-Tarefa da Casa Branca explicou que a negação ocorreu por ‘razões muito boas’, visando impedir o acesso de agentes mal-intencionado ao país.
Andrew Giuliani, diretor executivo da força-tarefa, declarou em evento em Washington que, embora 35 equipes já tenham chegado aos Estados Unidos, a entrada de alguns dirigentes foi negada. Giuliani afirmou que o objetivo é equilibrar a garantia de acesso para os participantes com a prevenção de entrada de qualquer agente com intenção maliciosa.
Sobre o árbitro somali, que deveria ser o primeiro somali a apitar em uma Copa do Mundo, um porta-voz do Departamento de Estado declarou que ele é “suspeito de estar vinculado a supostos integrantes de organizações terroristas”, o que inabilita o viajante para admissão nos EUA. A Somália já está entre os países afetados por proibições de entrada impostas pela administração anterior.
No caso iraniano, a federação informou a revogação da cota de ingressos e a negação de vistos a alguns membros da equipe de apoio. Giuliani confirmou que toda a comissão técnica iraniana entrará, mas reiterou que há dirigentes que não terão acesso, citando que “há algumas pessoas que dizem ser treinadores e talvez não sejam”.


