Um pai e uma madrasta foram condenados a mais de 300 anos de prisão cada após a Justiça do Paraná concluir que eles ameaçavam duas adolescentes para obrigá-las a produzir fotos e vídeos pornográficos em Rio Branco do Sul.
A sentença, aplicada na última terça-feira (16/6), determinou que o casal também cometeu crimes sexuais contra as vítimas, armazenou e divulgou o material, e manteve um esquema de chantagem para exigir novos conteúdos. As adolescentes, de 13 e 15 anos à época, eram coagidas a atender exigências e sofriam intimidações quando não cumpriam as determinações.
As investigações revelaram que os condenados usavam ameaças para controlar as vítimas. O Delegado Gabriel Fontana, responsável pelo caso, disse que o primeiro vídeo foi gravado sob coação, após o pai de uma das vítimas forçar a produção de conteúdo íntimo entre as garotas. As ameaças se intensificaram, incluindo a invocação de um suposto contexto de seita.
O Ministério Público do Paraná (MP-PR) afirmou que os condenados impuseram metas diárias de produção e controlavam as atividades por aplicativo de mensagens. Conversas obtidas pela Polícia Civil indicam que as adolescentes enviavam mais de 50 arquivos por dia aos réus. O Tribunal de Justiça do Paraná também condenou o casal a indenizar as vítimas em R$ 100 mil cada.

