Um casal de 72 anos utilizou uma Parceria Limitada Familiar (FLP) no final de 2025 para reduzir o patrimônio tributável antes do fim da isenção fiscal. A manobra permitiu que os herdeiros recebessem unidades de sócio limitado com descontos de avaliação, blindando ativos de 4 milhões de dólares contra impostos futuros.
A ação ocorreu quando a isenção do Ato de Cortes de Impostos e Empregos estava programada para cair de 13,99 milhões de dólares para cerca de 7 milhões de dólares por cônjuge. O casal transferiu interesses em negócios familiares e imóveis de aluguel, totalizando 4 milhões de dólares, para a FLP. As unidades de sócio limitado foram doadas aos filhos e netos, garantindo o desconto de avaliação antes do fim do ano.
A estratégia funciona ao permitir que um avaliador aplique descontos por falta de controle e falta de negociabilidade, tipicamente entre 20% e 35%. Com um desconto de 30% aplicado aos 4 milhões de dólares, o valor registrado no Formulário 709 foi de aproximadamente 2,8 milhões de dólares. Esse montante, somado ao seu crescimento, passa a acumular-se fora do patrimônio tributável.
A decisão se baseou na tensão entre o crescimento dentro e fora do patrimônio. Se o valor dobrasse até o falecimento, a família teria removido cerca de 1,6 milhão de dólares de imposto federal sobre herança. Especialistas indicam que a FLP deve ter governança disciplinada e ser usada para ativos operacionais ou imóveis geradores de renda, evitando o risco de ser questionada pelo IRS.

