Um casal de 62 anos optou por adquirir uma apólice de seguro de vida inteira no valor de $480.000 para substituir títulos de investimento. A escolha visa aproveitar o diferimento fiscal, uma vantagem que, segundo análises, pode gerar economias de dezenas de milhares de dólares ao longo de duas décadas.
Apesar da visão comum de que seguros de vida inteira são caros, uma categoria específica dessas apólices pode funcionar como um título isento de impostos. Essa estrutura, quando configurada próxima ao limite de Contrato de Doação Modificado (MEC) e vendida por seguradoras com baixas taxas, opera mais como uma posição de renda fixa com proteção fiscal do que como um produto de seguro tradicional.
Em comparação, um casal que mantém $480.000 em títulos de grau de investimento, rendendo cerca de 5%, gera R$ 24.000 anuais brutos. Com uma alíquota marginal combinada de aproximadamente 37%, o imposto anual chega a cerca de R$ 8.900, reduzindo o rendimento líquido efetivo para pouco mais de 3%. Além disso, o rendimento é tributado anualmente, diminuindo o efeito dos juros compostos.
A apólice de vida inteira bem projetada direciona o prêmio para o valor em dinheiro, que cresce com diferimento fiscal. Historicamente, o rendimento líquido para o segurado tem ficado na faixa de 3,5% a 5% após os primeiros anos. O diferencial fiscal reside no fato de que o acesso ao valor acumulado por meio de empréstimos não configura um evento tributável, o que é comparado a um Roth IRA sem os limites de contribuição.


