Uma residência em Peruíbe, litoral de São Paulo, conhecida como ‘Castelo do Alemão’, gera lendas sobre ligações com o nazismo e cárcere privado. O imóvel, inspirado na arquitetura medieval portuguesa, tem sua história esclarecida por um historiador local.
O local, situado próximo à Estrada do Guaraú, atrai curiosos pela sua aura de mistério. O historiador Eduardo Ribas, secretário de Meio Ambiente de Peruíbe, afirmou que a versão de um alemão fugitivo da Segunda Guerra Mundial é mito. Ele explicou que o proprietário era Hardy Lopes Giusti, engenheiro e eletricista, e o apelido surgiu após a imprensa noticiar a descoberta de relíquias nazistas em sua casa em São Paulo, em 1988.
Naquela data, a polícia prendeu Giusti, de 62 anos, por lesão corporal dolosa, cárcere privado e omissão de socorro contra sua mãe. Durante a prisão, foram apreendidas seis armas, incluindo um fuzil automático e uma metralhadora alemã calibre .45, além de objetos e bandeiras de inspiração nazista.
Giusti negou ter agredido a mãe, mas admitiu mantê-la em casa por ela não ter condições de sair sozinha. No início dos anos 1990, o engenheiro cometeu suicídio no castelo. O imóvel foi deixado como herança para uma sobrinha e uma funcionária, e passou a ficar em estado de abandono.


